quinta-feira, 2 de julho de 2009

BEM VINDA A FÚRIA

Bem vinda a fúria que deu ao mar
uma sentença de castigar as pedras
que fez das ondas a vilã
e fez de minha fortaleza um champagne a espumar.
Bendita as águas que encobriu os meus medos
que inundou de amor o meu peito
e fez meu coração acordar.
Perfeita a rosa
que enfeitaram onde era meu altar
por que ali morreu quem tinha medo de tentar
e ali o sol reflete o poema que deixei
quando aprendi a voar.
Natureza exata que vem ensinar
linguas, facas e olhos a me sangrar
um gosto de sal
a surpreender o sorriso de mentira
sou eu !!
um coração eleito pela vida
capaz de aprender e amar.


LÉO ROCHA

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SUPER PAIZÃO



Quero o sentimento do amor
Fechar os meus olhos
Como um sonhador
Que como criança
Cria mil ilusões
E não perde a esperança
De um dia encontrar
A mulher ideal
Aquela velha lembrança
Que tenho de casa
Vir a realizar
De ter muitos herdeiros
Correndo pra lá e pra cá
E quando cansar
Vim em minha direção
Pra eu abraçar
Como se eu fosse um herói
Me aperta com força
E me pede um carinho
que só eu posso dar
Molhando meu rosto
Quando abre a boquinha
Com toda emoção
Pra mim elogiar
Me dizendo que eu sou
O seu super paizão.

LÉO ROCHA

O PESO DE SER GENTIL

Olá florzinha, olá vento, olá passarinho, olá vocês que passam tudo bem???????
Pode passar dona abelha, pode me morder senhor pitbull, só não machuca muito tá. Ô ratinho lindo!!! Pode morar na minha cozinha.
Ser tão gentil e agradar a imprensa, acaba me deixando super controlado. Outro dia deixei de comer porque vi uma mosca posar no meu prato, pensei: deve estar com muita fome, vou deixar tudo pra ela.
Ser gentil me fez tão bem. Falam-me mal, mas eu nem ligo, me tratam mal e nem importo, me julgam, aí eu não entendo. Não grito, não reclamo, não discordo, e ainda estou errado!!!!!!!
Pocha.... Sou tão gentil!!!!!
O mundo está sempre querendo achar defeitos, sempre separando, sempre analisando. Isso me revela que ser gentil também é estar errado.
Quando sair nas ruas vou pisar nas flores, tacar pedra nos passarinhos, vou brigar com quem passa, vou comer as abelhas e o pitbbull....
Eu corro, mas também não deixo ele me morder. Vou dizer sempre não, vou reclamar e discordar de tudo, vou ser mal.
Se é pra ser condenado que haja motivo, e gentil nunca mais.



LÉO ROCHA

É TEMPO DE GUERRA

É tempo de guerra,
pinta o rosto,Pinta o corpo
Onde foi parar minha roupa de samambaia?
Minhas armas, cadê?
Que? Colheres e garfos
Isso lá são armas de defesa?
Minha praça tão querida onde passeava com meus filhos
Virou campo de batalha?
Virou ponto pra se ganhar dinheiro?
Que barulho são esses?
Música ? mete o que e onde?
E essas meninadas bêbadas, que isso!!!!!!
Antes os olhos eram verdes ou azuis
Hoje são vermelhos!!!!!!
Irmão matando irmão, pai possuindo filha
Família se destruindo, se acabando
Corrupção engolindo a verdade
ódio entre nações, entre povos,
entre bichos da mesma espécie
tolo é aquele que não quer ver a guerra.
cadê meu capacete?
Minha armadura do Rei Arthur?
Meu cinto do batman?
inventaram um jeito de me copiar
Cone, crome, clony, é quase isso ae
O jeito é mandar ele buscar o pão
Sei lá, se uma bala perdida ta achando que o meu peito é orfanato.
Que legal !!!! deve ser muito bom copiar alguém....
Imagina que espetáculo, o mundo
Com 12 bin ladem, 15 sadan, 22 Hitler
Que mágico seria!!!!!!!!!!!
Já é noite vou guerrear
Oi... quem fala??????
- descansa essa guerra não é sua
A luta não é contra o corpo e o sangue
E sim contra as potestades e os anjos do mal.
Já machucado e sem forças
Ouvi a voz de DEUS
E me lembrei quais armas usar
E o que tenho que fazer
- DEUS meu não permita que esse mundo
que me deste para viver e sonhar
se torne em circo nas mãos de quem só te afronta.
Que sua glória e majestade sempre prevaleça
E seu amor volte a ocupar espaço nos corações.


LÉO ROCHA

sábado, 6 de junho de 2009

PERIPÉCIAS DE DUAS CRIANÇAS

Num canto da sala
entre a mesa e o sofá

LÁ VI, NIA bela menina
Sapeca como qualquer moleca
Fazendo de suas bonecas
Personagens para suas fantasias.
E no andar de cima
Fazendo pose de luta
Imitando um super herói
Que possui a força mais bruta
Combatendo o travesseiro e os lençóis
Meu imbatível gigante
Como a tempo não se V
yan.
Olhando com cara de bobo
Me perdendo nas suas histórias
Vivendo meu sonho de moço
Perpetuando na minha memória
Quando o passar do tempo
Fizer em suas idades mudanças
Por tudo recordar
Peripécias de duas crianças.
Não sou o ator principal
Mais o diretor da peça
Não posso participar
Disseram que adultos não sabem brincar
A distancia
Me lembrei como é bom ser criança
E calculando o esforço que se faz
Descobri a recompensa que é ser

PAI.


LÉO ROCHA

FUTURO OU MORTE !

Tudo que é nosso surgiu
Tudo que é hoje foi massa
Tudo que tenho foi mão
Que sutil como um rio emergiu.
Tudo se mistura, me confundi
Pó era matéria
Copo que tomo cachaça
Já foi copo de geléia
Quintal vazio...
Foi circo, foi parque, foi casa
Hoje só mato, como o tempo passa.
Olho que neblina já viu cor
Já piscou, e perdeu o momento
Em que a saia o vento balançou.
O que chamam de sol
Um dia foi bola de fogo
E quando fogo não tinha
Diziam que havia dragões
cuspindo magia.
Quem hoje se arrasta e reclama de dor
Foi jovem correu e pulou
Meu colorido cd player
Já foi a medieval vitrola do meu avô
A lendária charrete a cavalos
Desliza, virou metrô
Quem a tempos foi escravo
Hoje me dá as mãos
Se libertou.
Quando deitar-se pense no que fez
E no que pode mudar
Se permita a viver, a lutar e sonhar
O mar faz das pedras aquilo que bem entende
Bate com a força que quer
Desenha ou rasura
Alisa ou maltrata
Deixa existir ou a esconde com suas águas
Ou você acompanha o mundo
Ou deixe que o mundo devore você.

LÉO ROCHA



UM CORAÇÃO ABERTO SEMPRE CHORA

Aos pés da mulher amada
Que briga e vai embora
Aos olhos dos poetas
Um coração aberto sempre chora.


Não importa o inverno
O vinho, a lareira, o tapete
as pernas que se abraçavam em outrora
As marcas nos travesseiros
Os retratos nas paredes
Seu cheiro que ainda aflora
Nas lembranças de um poeta
Um coração aberto sempre chora.


Não me vale a força
A sabedoria, as letras e as melodias
Não me valem as rosas
As luzes da noite, ou o brilho do dia
Não me vale a chuva que foi
O arco-íris q vem colorido
Não me vale o sonho de amor
A busca do beijo preferido
Se não tenho você agora
Nas palavras de um poeta
Um coração aberto sempre chora.


Bata na porta e diga que me quer de volta
Me abrace com força, e me beije, me namora
Explode meu peito de alegria
Me invade de amor, me devora
Que um coração aberto de um poeta
De prazer e satisfação também chora.




LÉO ROCHA